Ontem levamos-te a casa, com a difícil certeza de que nos tinhas deixado e com dúvidas quanto a todo o resto. Foi tudo tão rápido e avassaladoramente inesquecível... Tantas perguntas sem resposta, tantos porquês, tantas palavras por dizer e um vazio que tentamos preencher com memórias felizes e com os sorrisos que nos deixaste.
Recordamos-te com alegria, aquela que nos trazias quando falavas cheio de amor pelo Sporting e por Peniche, quando te mascaravas...como adoravas fazê-lo, quando dançavas e nos puxavas para dançar contigo, quando tocavas no teu cubo com a promessa de que em breve trarias o djembe para acompanhares o Nuno na guitarra. Pensamos em ti e as lágrimas são acompanhadas pelo som da tua voz a pedir para veres as tuas "fans" no facebook, enquanto esfregavas as mãos, pela tua presença a jogar futebol (com os dois pés), pelos golos que nos dedicaste, pelas brincadeiras que te faziam brilhar, pelas conversas sobre o Bob e o Damian Marley. No início dissemos que te levamos a casa, mas a tua casa era também aqui. Aqui te chamamos craque, te chamamos amigo, te chamamos irmão, te chamamos nosso, porque como disseram a Rita e a Ângela, "eras humilde e sincero e tudo o que tinhas a dizer vinha-te do coração, é dessas pessoas que gostamos".
Apesar da confusão que ainda nos invade e da dificuldade em encontrar palavras que sejam dignas daquilo que eras, o som do teu nome traz-nos a imagem de um menino sorridente, de ar malandro e olhar curioso, sempre acompanhado pelo seu boné.
Obrigada Mauro, por teres enriquecido as nossas vidas ao delas fazeres parte e para onde quer que tenhas partido, guardar-te-emos sempre connosco, até nos encontrarmos novamente. Até já, com saudades!
